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  • "-E que diabos são dementadores?

  • -São os guardas da prisão dos bruxos, Azkaban - Disse Tia Petúnia

  • [...]

  • -Como é que você sabe disso? - Perguntou-lhe o marido, perplexo.

  • -Ouvi aquele rapaz horrível contando a ela sobre os guardas há muito anos - respondeu sem jeito.

  • -Se a senhora está se referindo à minha mãe e meu pai, por que não diz o nome deles? - Protestou Harry em voz alta."-Harry Potter e a Ordem da Fênix

  • "-Severo? - Perguntou Lílian

  • -Quê?

  • -Me fale outra vez dos dementadores.

  • -Para que quer saber sobre eles?

  • -Se eu usar magia fora da escola...

  • -Não entregariam você aos dementadores só por isso! São para pessoas que fazem coisas realmente ruins. Os dementadores guardam a prisão dos bruxos, Azkaban. Você não vai para Azkaban, você é muito..."-Harry Potter e as Relíquias da Morte

O Corvo
Meia-noite cava, quando, exausto, eu meditava Nuns estranhos, velhos livros de doutrinas ancestrais E já quase adormecia, percebi que alguém batia Num soar que mal se ouvia, leve e lento, em meus portais. Disse a mim: “É um visitante que ora bate em meus portais´- É só isto, e nada mais.” Ah! tão claro que eu me lembro! Era um frio e atroz dezembro E as chamas no chão, morrendo, davam sombras fantasmais, E eu sonhava logo o alvor e pra acabar com a minha dor Lia em vão, lembrando o amor desta de dons angelicais A qual chamam Leonora as legiões angelicais, Mas que aqui não chamam mais. E um sussurro triste e langue nas cortinas cor de sangue Assustou-me com tremores nunca vistos tão reais, E ao meu peito que batia eu mesmo em pé me repetia: “É somente, em noite fria, um visitante aos meus portais Que, tardio, pede entrada assim batendo aos meus portais. É só isto, e nada mais. Neste instante a minha alma fez-se forte e ganhou calma E “Senhor” disse, ou “Senhora, perdoai se me aguardais, Que eu já ia adormecendo quando viestes cá batendo, Tão de leve assim fazendo, assim fazendo em meus portais Que eu pensei que não ouvira” - e abri bem largo os meus portais: - Treva intensa, e nada mais. Longamente a noite olhei e estarrecido me encontrei, E assustado, tive sonhos que ninguém sonhou iguais, Mas total era o deserto e ser nenhum havia perto Quando um nome, único e certo, sussurrei entre meus ais - - “Leonora” - esta palavra - e o eco a repôs entre meus ais. E isto é tudo, e nada mais.”-Edgar Allan Poe

"A Máquina do Mundo


E como eu palmilhasse vagamente uma estrada de Minas, pedregosa, e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco; e aves pairassem no céu de chumbo, e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior, vinda dos montes e de meu próprio ser desenganado, a máquina do mundo  se entreabriu para quem de a romper já se esquivava e só de o ter pensado se carpia. Abriu-se majestosa e circunspecta, sem emitir um som que fosse impuro nem um clarão maior que o tolerável pelas pupilas gastas na inspeção contínua e dolorosa do deserto, e pela mente exausta de mentar toda uma realidade que transcende a própria imagem sua debuxada no rosto do mistério, nos abismos. Abriu-se em calma pura, e convidando quantos sentidos e intuições restavam a quem de os ter usado os já perdera e nem desejaria recobrá-los, se em vão e para sempre repetimos os mesmos sem roteiro tristes périplos, convidando-os a todos, em coorte, a se aplicarem sobre o pasto inédito da natureza mítica das coisas.”-Carlos Drummond de Andrade

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